Foto Exemplo Diastase
Vida de Mamãe

Diástase no Pós-Parto: um problema muito comum e que ninguém fala!

Muitas mamães acreditam que aquela barriga de “grávida” que sobra mesmo depois de muito tempo do pós-parto é normal e que nunca vai embora. Mas isso tem um nome: Diástase.

Às vezes você até perde peso e emagrece, porém a barriga continua lá. Ela vem acompanhada às vezes de um umbigo saltado (hernia) e até um “alien” que insiste em “levantar” junto com você quando você se levanta da cama de qualquer jeito (quem tem sabe do que estou falando).

O problema é bastante comum – cerca de dois terços das mulheres grávidas o têm. Comecei a pesquisar sobre diástase, pois esse tema não é algo que aparece frequentemente em conversas com outras mães.

O que é a diástase?

De forma bem resumida, a diástase é um espaço entre os músculos da parede abdominal direita e esquerda que pode resultar em uma sobra de barriga arredondada e protuberante (o “alien”). O espaço pode ser dar ou não por toda a extensão do abdômen. Na foto abaixo, você consegue entender melhor as diferenças.

Tipos de Diástase

Porque acontece?

Após o nascimento do bebê, os níveis hormonais retornam aos seus níveis pré-gravidez, com isso vem o emagrecimento e a perda da barriga. Mas em muitos casos, os tecidos ficam tão esticados durante a gravidez que perdem sua elasticidade e, portanto, perde-se a capacidade de se retrair de volta à posição – como uma faixa de borracha esgarçada.

Será que pode acontecer comigo?

As mulheres podem ter maior probabilidade de desenvolver diástase, geralmente quando tem gestações gemelares ou múltiplas, gestações com pouca diferença de tempo entre elas, bebês com peso acima da média, excesso de abdominais ou postura errada ou ganho de peso em excesso.

Exemplo Diástase

Tem como prevenir?

Algumas precauções podem ajudar a impedir que os músculos se separem. Por exemplo, durante a gravidez, use sempre a manobra de rolagem quando sair da cama, do sofá ou do chão. Isso significa rolar para um lado com o tronco e a cabeça alinhados e, em seguida, usando os braços para ajudar a empurrar-se para a posição sentada.
Muitas vezes a diástase abdominal pode causar também incontinência urinária, então toda mulher deve tratar, pois não é só um comprometimento estético e sim funcional.
A fisioterapia obstétrica também pode controlar uma diástase abdominal durante a gestação.

Como eu sei se tenho?

Alguns dos sintomas são dores na lombar ou nádegas e protuberância no meio do abdômen, geralmente a barriga “levanta” quando tossimos, ficamos sentados ou levantamos.

É fácil realizar um auto-exame para saber se você tem diástase . Deite-se de costas com os joelhos dobrados e os pés no chão. Coloque uma mão na sua barriga, com os dedos na linha média do seu umbigo. Pressione as pontas dos dedos suavemente e traga a cabeça (os ombros ficam no chão) para cima. Sinta os lados dos músculos retos abdominais e veja se e até onde eles estão separados. A separação é geralmente definida em termos de largura dos dedos – por exemplo, separação de dois ou três (ou mais) dedos.

Vídeo explicativo para fazer o auto-exame e saber se você tem diástase

Como é o tratamento?

Alguns exercícios específicos podem ser usados para reparar a diástase do reto – apenas certifique-se de obter a aprovação do seu médico no pós-parto.

A fisioterapia é recomendada para trabalhar na diástase do reto. Durante o atendimento são trabalhados exercícios específicos para o fortalecimento dos músculos.

Também já existem algumas evidências empíricas e estudos científicos que falam sobre a eficiência do Low Pressure Fitness (LPF) na recuperação da diástase de até 5 com, demonstrando a regeneração tecidual e a aproximação do reto abdominal com a utilização do método.

Se for grave, a diástase pode ser corrigida através de cirurgia, geralmente feita como uma abdominoplastia com excesso de remoção de pele. Mas pense nisso como um último recurso.

O que evitar

Muitos exercícios, como séries de 4 apoios e abdominais comuns. podem piorar as coisas em vez de melhorar.

Isso ocorre porque este tipo de exercício aumenta a pressão intra-abdominal, empurrando seus órgãos para fora, além de forçar o assoalho pélvico.

Postura e modo incorreto de levantar da cama por exemplo, também piora e muito a situação da diástase.

Este vídeo mostra o jeito correto de deitar e levantar da cama para evitar o agravamento da diástase

Minha experiência pessoal

Eu descobri a minha diástase após a primeira gestação. Eu achava que pelo fato da minha vida inteira ter frequentado academias e não ter problema com relação a peso e nem ter engordado muito durante a gestação, contribuiria para voltar com a barriga ao que era antes. Doce engano. Durante a quarentena já observei que algo estranho estava acontecendo. Fui no meu obstetra e ele me ajudou a fazer o auto-exame. Bingo! Diástase de dois dedos acima e um dedo abaixo do umbigo.

Saí feito louca procurando e lendo tudo que era artigo sobre. Na época, eu ainda morava em Curitiba. Eis que em um grupo de mães, vi a postagem de uma fisioterapeuta falando sobre a diástase.

Foi aí que conheci a Maria Augusta. Ela é fisioterapeuta especialista em saúde da mulher pela UNICAMP.

Iniciei aulas semanais de fisioterapia com exercícios específicos, além de todos os dias fazer a “lição de casa” – alguns exercícios diários feitos até a próxima aula da semana. O resultado foi excelente! Em pouco tempo, minha diástase fechou. Eis que, algum tempo depois, descobri que estava grávida novamente.

Acabei me mudando para São Paulo e durante a gestação, não fiz nada de tratamentos. Após o nascimento da Bruna, fui medir a diástase e vi que a situação piorou ainda mais. A diástase voltou mais forte e mais profunda.

Aqui em São Paulo, voltei a fazer os exercícios que aprendi com a Maria Augusta e iniciei o método LPF (Low Pressure Fitness) indicado por uma amiga mamãe, a Taciane (@tacikleinn – sigam no Insta, o perfil dela dá dicas de maternidade, organização, etc.). Ela estava fazendo aulas do método e me orientou a procurar um profissional em São Paulo.

Procurei por um profissional certificado, e encontrei o Lucas Rodrigues, que é Certificado Nivel 3 pela LPF Brasil. As aulas são feitas também uma vez por semana, e nos demais dias fazemos exercícios diários, até a próxima aula. As aulas eram aqui em casa mesmo, o que facilitou muito durante a minha licença maternidade. Também tive excelentes resultados, mas tive que parar para voltar ao trabalho.

Minha diástase ainda não fechou totalmente, mas está quase fechada. Em breve, pretendo retomar os exercícios.

E você, já sabia sobre a diástase? Já fez um auto-exame? Espero que este texto tenha te ajudado!

* Texto revisado pela Fisioterapeuta Maria Augusta Heim - Curitiba/PR
***Todo o conteúdo deste site, incluindo opinião médica e qualquer outra informação relacionada à saúde, é apenas para fins informativos e não deve ser considerado como um diagnóstico específico ou plano de tratamento para qualquer situação individual. O uso deste site e as informações contidas neste documento não criam uma relação médico-paciente. Sempre procure o conselho direto de seu próprio médico em relação a quaisquer perguntas ou problemas que você possa ter em relação à sua própria saúde ou à saúde dos outros

Loja online de produtos focados em soluções inteligentes.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *