Crencas e a infancia
Vida de Mamãe

Como as crenças limitantes podem afetar a vida adulta do seu filho

Nosso sistema de crenças subconsciente é gerado desde o momento de nossa concepção até os dias de hoje, e a cada passo que damos em nossa vida, vamos tendo um enfrentamento emocional das situações que vivenciamos. Esses enfrentamentos podem ser positivos ou negativos. Tudo vai depender de como entendemos o mundo ao nosso redor.

Crianças são crianças, mas entender que elas são pequenos humanos, que sentem dor, abandono, rejeição e medo faz com que possamos tratá-las com mais respeito. Devemos levar em consideração suas vulnerabilidades individuais, desenvolvendo uma escuta empática. Além disso, é importante validar também quem elas são no mundo, não como uma extensão dos pais, mas como indivíduos com suas próprias características.

A formação das crenças

A formação principal de crenças acontece desde a nossa geração, na barriga de nossas mães. Ali é aonde começa a mielinização do nosso sistema nervoso, passando pela nossa infância, podendo se estender em nosso subconsciente para o resto da vida.

Isso pode reverberar em uma vida adulta positiva, ou colocar em risco a saúde mental ao longo do tempo daquela criança. Por isso a urgência de darmos atenção ao que fazemos e falamos aos pequenos. Os atos são de extrema importância e devem ser sempre repensados pelos pais e tutores.

Por exemplo, se você fala constantemente para seu filho que ele é desajeitado, fraco, mesmo que em tom de brincadeira, existe uma forte chance da criança interpretar isso como uma verdade absoluta dentro de seu sistema de crença. Inconscientemente ele pode ter isso como um aspecto dele mesmo, o que influencia diretamente em como ele se enxerga perante ao mundo e como recebe as informações.

A repetição de comportamentos e padrões

Apesar de aparentemente isso parecer simples, se fizermos alguns rastreamentos de nossos comportamentos, vamos identificar padrões repetitivos que nós mesmos temos, e vamos repassando de forma muitas vezes inconsciente:

“Você não consegue fazer isso!”

“Sai para lá, você só atrapalha!”

“Criança não pode falar!”

“Engole o choro, é feio chorar”

“Olha lá, o que você acha que os outros vão pensar?”

São frases simples, muitas vezes ditas sem intenção, mas que se repetidas muitas vezes e recebidas no sistema de crenças, pode gerar um “trauma”, e reverberar como uma verdade.

É desafiador criar uma criança, principalmente quando não temos em nós uma cura interna de nossa criança ferida. As cicatrizes que trouxemos também de nossas infâncias, a cura de um adulto, não só em relação a suas crenças do passado, mas também por suas atuais dores, pode ser repassada e replicada com muita facilidade para aqueles que estão ao nosso redor.

Especialmente pelas relações entre pais e filhos, então além de se preocupar com a criação geral do bem estar do seu bebê, é necessário que você se atente também aos seus aspectos emocionais, para criar junto dele um laço de autocuidado e amor.

Como melhorar o relacionamento com nossos filhos

Mas de forma prática, como podemos melhorar nosso impacto na formação de crença dos pequenos?

Aqui temos 7 dicas:

  • Dar amor incondicional
  • Estimular a autoconfiança e autoestima
  • Dar liberdade para expressar sentimentos e pensamentos de forma aberta.  Desta forma não invalidando sentimentos, mas gerando novos pontos de vista para à criança.
  • Estabelecer limites realistas, ensinando a auto responsabilidade e o autocontrole.
  • Se atentar ao julgamento ou a crítica de forma negativa. Lembrando sempre que criança também sente e faz suas interpretações.
  • Perceber em seus filhos pequenos como mestres de lições que também precisamos aprender, como uma troca do que ele também pode te ensinar.
  • Estar atento ao autoconhecimento e projeção de suas dores nos pequenos.

É importante lembrar também que a criação de um filho é constituída de erros e acertos, e que damos o melhor que possuímos. Mas sempre podemos olhar para nossas profundezas de sentimentos, crenças e emoções podendo ressignificar aquilo que precisamos para uma qualidade melhor de relacionamentos e laços.

Abrir-se para o autoconhecimento, para a cura de nossos traumas é uma forma de não projetarmos em nossos filhos, o amor que não acessamos, a rejeição que passamos, a falta de afeto e contato, podendo abrir espaço para a construção de uma família com mais vínculos e laços.

Você sabia que acabamos passando muitas de nossas crenças aos nossos filhos? Comente abaixo!

Terapeuta integrativa, coach e mentora de autoconhecimento, especializada em psicologia transpessoal, formada em diversas ferramentas interativas e complementares e mestre reiki. Atualmente está cursando psicanálise. Acredita que através do autoconhecimento, do afeto e da empatia, é possível construir um mundo com laços mais firmes e melhor.